terça-feira, 24 de abril de 2012

Valorização

O que é mais importante nesse momento é não cairmos no erro de pensar que jogadores que tenham sofrido grande desvalorização na primeira rodada, sejam as melhores opções para altos ganhos de cartoletas nessa segunda rodada. O que acredito, e coloca de forma mais direta, é:

1) Jogadores que tenham sofrido alta valorização na primeira rodada (por exemplo, o atacante Magno Alves do Atlético MG) possuem tendência a manter a valorização, mesmo que mínima. Ou ainda, na melhor das hipóteses, uma manutenção de seus custos ou leve desvalorização. Isso desde que não façam uma pontuação negativa muito alta. 

2) Jogadores que tenham sofrido alta desvalorização na primeira rodada (por exemplo, o meia Marquinhos Paraná do Cruzeiro) possuem tendência a manter a desvalorização, mesmo que mínima. Ou ainda, na melhor das hipóteses, uma manutenção de seus custos, ou leve valorização. Isso desde que não façam uma pontuação positiva muito alta.

3) Para os cartoleiros que tenham pouco patrimônio, jogadores com baixo custo e baixa média de pontos consolidada (não negativa, e similar numericamente ao preço do jogador) devem ser as melhores possibilidades de ganho de cartoletas para essa segunda rodada, desde que pontuem bem (pois não existe mágica!). O que é média consolidada? No momento é a pontuação obtida na primeira rodada, já que ela é a única. Resumindo, para todos entenderem: jogador barato, que não sofreu alta valorização ou desvalorização na primeira rodada, e que tenha pontuado numericamente próximo ao seu preço, deve valorizar se obter uma grande pontuação na segunda rodada. Por exemplo, Willian do Corinthians, jogador barato que fez apenas 3,30 pontos na primeira rodada e obteve valorização baixa de 0,70 cartoletas, tem tudo para valorizar bem, se tiver uma boa atuação (algo na casa de 8 a 10 pontos). Considerando que o jogador enfrenta o visitante Coritiba (que está envolvido na Copa do Brasil e pode poupar jogadores), torna-se uma boa aposta para quem tem pouco patrimônio. Lembrando que tudo depende da performance do jogador. Se ele for mal, pode até valorizar, só que em menor escala.

4) Os cartoleiros que possuem bom patrimônio, algo na casa de 120 a 130 cartoletas, podem efetivar apostas em jogadores que tiveram alto índice de valorização na primeira rodada, sem riscos de grandes desvalorizações dos mesmos. Por exemplo, no meia Willians que valorizou 6,69 cartoletas e costuma apresentar boas pontuações em todas as rodadas. Não acontecendo nenhuma catástrofe, o jogador deve, no mínimo, não desvalorizar.

5) A valorização de jogadores tende a apresentar um comportamento diferente à medida que o jogo avança. A tendência de valorização apresentada aqui é mais evidenciada nas primeiras rodadas, em especial nessa segunda rodada, onde começa a ser consolidado o preço médio do jogador. À medida que as rodadas acontecem, o preço médio do jogador tende a se estabilizar e a flutuação de preços passa a acontecer nos moldes da antiga fórmula. Dessa forma, mais pra frente, as oscilações deverão ser mais suaves.

6) O preço médio do jogador, sua média de pontos consolidada, e a pontuação na última rodada são os principais fatores que influenciam na sua (des)valorização, e a referência para a flutuação é a média de preços do mercado. É lógico que os índices de valorização são atrelados ao mercado em um todo, para que não exista inflação no Cartola, o que inviabilizaria a dinâmica do jogo e prejudicaria usuários que entram em etapas mais avançadas.

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